terça-feira, 31 de março de 2009

A experiência do IRPAA

Alguns meses atrás, Maisa, coordenadora do Projeto de Extensão de Formação de Professores na perspectiva da Educação para a Convivência com o semiarido, cogitou a possibilidade de conseguir 5 vagas para a Escola de Formação para a Convivência com o Semiarido do IRPAA. Eu nem pensei direito e já confirmei meu nome para participar do evento. Os meses se passaram, a maioria dos alunos desistiu do projeto, uns por falta de interesse e outros pelo fato de não ser tão vantajoso para as ACC. Muitos até me perguntavam por que eu ainda participava do projeto apesar de não usufruir mais da carga horária pra ACC, continuava ali, o tema era instigante e conseguia mais fundamentação teórica para o projeto da Iniciação Cientifica, já que abordava o semiarido.

Voltando a história inicial, Maisa conseguiu as vagas em um número reduzido, apenas 3, o que acabou sendo muito, pois do grupo que tinha se disposto a ir, só restava eu, ainda precisaríamos de mais duas pessoas, surge Paulinho e Yara.

Vagas preenchidas, malas a arrumar, acordos a serem fechados...Primeiro foi aquela ladainha por causa das faltas na Universidade, segundo, fomos informados que a Escola de Formação do IRPAA era realizada em 13 dias, muito tempo pra nós, inclusive por que estávamos com um seminário marcado para 160 professores da rede municipal de ensino e o grupo de monitores já era pequeno, não podíamos desfalcar a equipe. Só poderíamos ficar 8 dias.

Tudo certo, fomos pra Juazeiro - Ba, lugar onde seria realizado a Escola de Formação. Acho que nós três, inclusive eu que já era mais veterana no grupo, foi para o encontro meio nas escuras, tínhamos poucas informações sobre como seria realizado o encontro. Maisa apenas deu algumas informações básicas e pronto.

Chegando em Juazeiro - Ba , um funcionário do IRPAA veio nos pegar na rodoviária e ai começou as surpresas. O encontro acontecia em uma fazenda a 12 km de Juazeiro, ou seja fora da cidade. A fazenda era rústica, até ai tudo bem. Mas cadê o barulho da cidade, o sinal do celular, a internet? A invés do barulho da cidade, encontramos os ruídos dos grilos e das rãs, o sinal do celular só era possível se subíssemos em uma cisterna e a Internet não existia, apenas uma televisão para nos alegrar.

Paulinho disse logo.

__Fico não!!!

Depois de uma conversa combinamos ficar, poderia ser uma experiência interessante. Apesar do escuro no deslocamento para as refeições, de dividir a televisão para 70 pessoas e de ter como intrusos, um trilhão de pernilongos. Ah, esqueci de disse, esses pernilongos era de uma espécie rara, uns dinossauros como disse Clebinho, não tinha repelente que desse jeito neles.

Após o jantar nos reunimos no salão de evento para as devidas apresentações. Começamos a ter uma dimensão do encontro, tinham representantes de todos os estados do nordeste, exceto Maranhão. A Bahia contudo apresentava uma maior comitiva. As pessoas representavam na grande maioria Movimentos, Associações, etc. Nós e que aparentemente estávamos como curiosos, mas logo nos encontramos, visto que a educação era uma das abordagens principais da Escola de Formação.

Mais uma supresa, as atividades começariam as 6:00 horas da manhã e terminaria as 21:00 hs. Como assim, não acordo antes das 8:30? Hehehe, senti que tinha me ferrado. Mas vamos lá... Iarmos ter atividades que colaborem para a realização do evento, cada um lavava seu prato, copo e talheres e em dias alternados ficariamos responsáveis pela limpeza do salão, abastecimento de água, limpeza do refreitório, lavar as panelas e etc. A alimentação também condizia com o que estávamos discutindo, ou seja, comemos quase todos os dias bode, e o milho foi substituído pelo sorgo (atividades apropriadas a realidade do semiarido).

Essas pequenas supresas que poderia ser um desetimulo, acabou sendo a parte divertida, o melhor dia, era o de lavar as panelas, a televisão pouco era ligada, montamos umas bandas para tocar a noite e os nomes já diziam tudo, "É ruim, mais é ao vivo", "Tudo pela metade","Esqueci a letra". Criamos um correio da amizade. Ah, também nos divertimos muito no viveiro, na madala, no chiqueiro, coisa que até então parecem repugnantes, foi um rico aprendizado em todos os aspectos de nossas vidas.

Não posso deixar de mencionar as pessoas maravilhosas que encontrei naquele lugar, Nisse, uma estudiosa que nem eu, José Renato, o melhor locutor do mundo, Telma, a evangélica mais liberal, Tainá, a menina do sorriso meigo, Ilza, a batalhadora, Daniel, uma pessoa simples e humilde , que tinha uma história linda, Clebinho, um palhaço por paixão, Eltelina, a lutadora e Maria a pessoa mais incrível que já conheci. Dela me permito comentar um pouco. Há 14 anos ela veio da Alemanha pra ajudar o povo do semiarido a encontrar água com sua sensibilidade. Ela é conhecida como a mulher que encontra água. Hidroestesia é o nome da técnica, resumindo pessoas sensíveis a encontrar a energia de minerais, no caso Maria encontra água. A função dela no evento e encontrar mais pessoas com esse dom, infelizmente só captei ondas eletromagnéticas. O dom de Maria não era o que a deixava especial, o que encantava mesmo era sua simplicidade, seu carisma, seu carinho.

O que essas coisas tão pessoais vieram fazer aqui num lugar aparentemente público? Isso tem um motivo óbvio, esses blog tem a função de registar momentos de minha vida, que se alternam em realidade e imaginação. E esta sem dúvida foi uma das mais incríveis experiencias que já vivi. Acredito que essa foi uma das melhores formas de adquirir conhecimento, ele veio de todos os lados e de varias formas .

Toda vez que eu quiser relembrar esse marco, irei olhar minhas 500 fotos e reler essa postagem, assim lembrarei o quanto o IRPAA transformou muito dos meus conceitos e como me mostrou as melhores lições de vida que alguém podia passar.As lágrimas que caíram do meu rosto na despedida, representam muito o que foi a experiência do IRPAA, pois nunca mais eu verei aquelas pessoas, nunca mais irei ver o semiarido com via, nunca mais irei educar com educava e nunca mais serei do jeito que era.


segunda-feira, 9 de março de 2009

Mais um concurso!!!!!!!

Não podia deixar de registrar minha aventura em mais um concurso. Afinal já foram tantos, sempre na esperança de conseguir essa tal "estabilidade'. Mas quem não a quer? Esse concurso em especial foi um daqueles que você não se imagina no emprego, pois estou concorrendo uma vaga para a Polícia Militar do Estado da Bahia.

__ Polícial Militar????!!!!!!

Pois é, acreditem se quiser. Eu sei que não tem nada haver comigo e com o que estou estudando (Pedagogia), contudo resolvi arriscar. Também preciso me redimir comigo mesmo, pois imaginem como eu fiquei, quando eu vi que chamaram 105 pessoas no último concurso da PM e fiquei na 106.

Tudo bem... já estou até acostumada, em um outro aceite 24 questões e com 25 garantia uma vaga. Outro eram 15 vagas fiquei na 16ª.

__ O pé frio!!!!

Não sei se tenho mesmo o pé frio, só sei que é horrível segurar na maçaneta da porta e não poder entrar. Contudo o que me deixa mais conformada é saber que tanto nem avistaram a calçada.

A prova de ontem eu adorei. Será que dessa vez eu passo??????

__Acalme-se meus leitores, só no meio de abril sai o resultado.

Até lá vou ficar só na expectativa, me preparando para os próximos e tentando me livrar de ansiedade que me atormenta em dia de prova (ontem eu estava mais calma) e do monte de exagero que me acompanha pelos concursos da vida.

__Exagero?????!!!!

__Sim. 5 lápis e 7 canetas responde sua pergunta?



sexta-feira, 6 de março de 2009

Entregando os cargos

Estou entregrando o cargo de:

Boa dona de casa;
Esposa carinhosa;
Irmã preocupada;
Aluna exemplar;
Ótima estagiária;
Profissional responsável;
Bolsista dedicada;
Monitora eficiente;
Candidata estudiosa;
Amiga prestativa;

Pois é, tento desenvolver todas essas funções..., mas estou entregando todos esses cargos por que necessito dormir 14 horas interruptas.

Se preocupem não, que assim que acordar eu as quero de volta.

Combinado?